Bravura

Bravura não significa correr riscos desnecessários, mas sim encarar com coragem e dignidade os obstáculos em nosso caminho.

A Bravura era levada em alta consideração pelos povos celtas e estava presente em seus mitos, ensinamentos e forma de vida.

Nos dias atuais, a Bravura está em viver nossos dias de forma assertiva, buscando nossos objetivos, enfrentando as dificuldades e fazendo nosso melhor, sem se render à auto-piedade e ao sofrimento.

BRAVURA não é violência, grosseira ou imprudência!

Muitas vezes associamos a BRAVURA dos povos celtas às guerras e batalhas que enfrentavam, mas não se resume a isso, BRAVURA é uma forma de encarar a vida, uma postura a ser tomada diante das adversidades.

Nossos dias modernos exigem muita BRAVURA, e vivemos esse estimado valor ao:

  • Resolver nossos problemas diários sem desistir ou postergar;
  • Acreditar em nossos propósitos e persistir em alcança-los;
  • Defender aquilo que acredita e quem nos é importante;
  • Saber encarar as dificuldades com dignidade, buscando as soluções possíveis;
  • Ter consciência que há dias ruins e precisamos sobreviver a eles da melhor forma possível.

Viver é uma ato de BRAVURA. Que saibamos viver de forma a sermos dignos de cultuar os nossos Deuses.

Um conto sobre a BRAVURA:

Boudicca, rainha dos icenos (tribo que habitava o território que hoje corresponde ao condado de Norfolk, na Inglaterra), liderou seu povo, em seu carro de guerra, contra os romanos em 60 EC, buscando liberdade e vingança por uma causa justa.

O historiador Tácito (Roma) retrata Boudicca como uma megera de cabelos vermelhos, mas ele mesmo aprecia a lealdade dela à tribo e sua bravura ao impor resistência contra os ultrajes que ela e a família tinham sofrido nas mãos de soldados romanos saqueadores.