Comunidade / Tribo
Os povos celtas se dividiam em diversas tribos e cada qual contava com uma liderança, chefe, rei ou rainha diferente.
Havia momentos de aliança entre as tribos, porém, em boa parte do tempo, a rivalidade imperava. Entretanto, cada tribo era sua própria comunidade, unida por laços e valores comuns e que se dividia entre diferentes funções para manter seu funcionamento.
É valoroso observarmos a importância do outro em nossas vidas e como dependemos uns dos outros para viver em nossa comunidade.
Os povos celtas eram prioritariamente tribais. Valorizavam e protegiam sua tribo, clã e família e seus feitos podiam honrar ou envergonhar o nome de todos.
Como seguidores de uma espiritualidade celta valorizamos o senso de COMUNIDADE, somos fortes ao lado dos nossos e nos alegramos ao estar em TRIBO.
Podemos viver o valor de COMUNIDADE/TRIBO ao:
- Estar presente na vida daqueles com quem nos importamos;
- Se reunir, seja para tratar de assuntos sérios ou festejar;
- Celebrar os ritos de nossa fé;
- Compartilhar experiências/ conquistas e/ou perdas;
- Ouvir de forma acolhedora, valorizar a conversa e a troca;
- Orientar e aconselhar com respeito e verdade aqueles que venham a precisar;
- Ser responsável com os sentimentos alheios;
- Ser responsável com seu papel no grupo, não se eximindo de suas responsabilidades;
- Saber abrir mão e ceder em benefício do grupo quando necessário.
Um conto sobre COMUNIDADE:
Quando Lugh chegou aos portões de Tara para se apresentar aos Tuatha De Danann, a Tribo ainda se recuperava do reinado tiranico de Bres e Nuada havia reassumido o trono, porém a guerra era eminente e estavam enfraquecidos.
Durante um banquete, Lugh chegou aos portões e pediu para entrar e ser apresentado ao rei. E o porteiro lhe perguntou: “Que artes você domina, Lugh? Pois aqui só entra quem exerce uma profissão.”
Lugh se disse construtor, depois ferreiro, depois campeão…mas para cada profissão citada o porteiro respondia que já tinham alguém que desempenhava bem essa função.
Depois de um longo tempo, e muitas profissões citadas, Lugh disse enfim: “Então pergunte ao sei se ele tem uma única pessoa com todas essas habilidades.”
Como não tinham, Lugh foi admitido em Tara e levado diante do rei. Depois de ter sido testado em diversas habilidades perante seus poetas e campeões, Nuada reconheceu o talento do recém chegado.
Depois de muito ponderar, o rei conclui que Lugh era a melhor esperança para o seu povo na guerra que se aproximava, podendo conduzi-los à vitória e liberta-los dos pesados tributos.
Sendo assim, Nuada cede o próprio reinado a Lugh que se torna o novo rei da Tuatha Dé Danann.
