Devoção
A devoção era algo muito presente na vida dos povos celtas, muitos eram os deuses e deusas cultuados, e estes, se diferenciavam de acordo com cada tribo, entretanto havia algumas divindades que eram comuns entre elas.
Os celtas também mantinham devoção à sacralidade da terra, outras formas de vida e espíritos do Outro Mundo. Muitos animais eram considerados sagrados, como os cães, os javalis e os touros, e os ciclos da terra eram reverenciados através dos festivais sazonais.
Toda a vida era intrinsecamente ligada à natureza. Até mesmo as suas divindades, em sua maioria, eram manifestações do mundo natural como o mar, o fogo, a terra, o sol, os raios e a chuva.
Os celtas foram povos de grande DEVOÇÃO, seja aos deuses, aos ancestrais, aos seres do Outro Mundo ou da natureza. Isso é evidente em seu folclore, mitos e relatos históricos.
A DEVOÇÃO continua presente na vida daqueles que seguem a espiritualidade celta. Vivemos a DEVOÇÃO ao:
- reconhecer a sacralidade não apenas dos deuses, mas também de toda forma de vida;
- reservar momentos diários de conexão e oração;
- praticar a meditação, buscando uma mente firme e serena, capaz de se conectar com o que está além;
- realizar oferendas aos deuses e espíritos amigos;
- manter um altar pessoal e/ou da casa;
- observar e se conectar com a natureza em suas diferentes formas e ciclos;
- aproximar-se de seus deuses de devoção, refletindo em sua vida os valores de sua fé;
- sentir e vivenciar o sagrado na vida cotidiana;
- exercitar a gratidão.
Um conto sobre DEVOÇÃO:
“César relata que eles (os Druidas) se ocupavam das coisas religiosas, presidiam os sacrifícios públicos e privados, enfim sua atuação seria fortemente marcada por questões de ordem religiosa. Dessa forma, a religião era o campo mais natural de atuação desse grupo, mas não deve ser visto isolado. Na verdade a religião atravessava todas as funções dos Druidas e da sociedade celta.”
“Nem todas as crenças que as fontes clássicas relacionam aos celtas são associadas aos Druidas. Todavia, os povos celtas detinham um rico conjunto de crenças… certamente muito desse patrimônio se perdeu, contudo, podemos ter um vislumbre de como tais concepções seriam profundas e complexas.”
Trechos retirados do livro “Os Druidas” de Filippo Lourenço Olivieri
